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Lifestyle

08 de Outubro de 2018

Bate-papo: Luiza Arraes fala sobre carreira e feminismo

A atriz é destaque na trama das nove da Globo, "Segundo Sol"

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Os holofotes do horário das nove da Rede Globo estão voltados para Luisa Arraes. Em "Segundo Sol", a atriz vive na pele de Manu, uma personagem de personalidade forte, que luta por aquilo que acredita. 

 

Para edição do Outubro da revista Glamour, Luisa falou sobre carreira, valores, feminismo e muito mais. Confira trechos do bate-papo aqui! 

 

O que a Manu, de Segundo Sol, trouxe para a sua vida?

Já tive algumas personagens fortes, mas esse é o primeiro grande papel que faço em uma novela. É o trabalho que mais me desafia e me torna independente. Um empurrão! E sabe o que é muito legal? A troca que a gente tem com atores já consagrados. Isso é lindo na nossa profissão. A gente trabalha de igual para igual com pessoas muito mais ou menos experientes. Me sinto privilegiada.

 

E apesar dos nomes de peso, os mais jovens estão se destacando.

Fico muito feliz por isso. É a terceira ou quarta parceria que faço com o Chay, por exemplo, então a gente bate uma bola incrível. Acho a Lele [Leticia Colin] um fenômeno, sempre admirei e quis trabalhar com ela, assim como com a Giovanna [Lancellotti]. É realmente muito legal estar no time da nova geração de craques.

 

Como você lida com a fama?

Taí uma parte que me incomoda, viu? Sou discreta e gosto de me misturar, mas aprendi a lidar. Nunca vou deixar de caminhar e sair por aí porque sou atriz. E sei que tem uma flexibilidade. Há oito meses isso não acontecia na minha vida. Agora, com a novela no ar, é muito intenso, mas sei que daqui um tempo vou deixar de ser reconhecida de novo. É preciso saber surfar na onda.

 

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Mas namorar o Caio faz o casal estar sempre na crista dessa onda?

Brinco que ele é o primeiro famoso que namoro. Tem gente que sabe misturar bem a vida pessoal com os holofotes, mas eu não sou assim. Não gosto de expor meu lado família. Embora curta trabalhar com o Caio, não faço disso uma imagem. E o bom é que ele pensa igual, também é muito discreto.

 

Por outro lado, você é supermilitante nas redes sociais.

Fico tão feliz quando me falam isso, sabia? Acho sensacional pessoas com voz, como a Bruna [Linzmeyer]. É importante não ficar calado e debater assuntos como a legalização do aborto ou política. A gente vive num país muito louco e retrógrado, com violência, machismo, racismo, então se a gente não usar esses amplificadores para o lado positivo, só vai sobrar o negativo. Eu, inclusive, gostaria de ser muito mais ativa e militante.

 

Quando se entendeu feminista?

Um dia, aos 14 anos, estava na escola e um amigo perguntou: "Tem Einstein, tem Michelangelo, mas quem foram as mulheres que mudaram o mundo?". E eu não sabia o que falar. Aí vi que tinha alguma coisa muito errada. Esta geração está numa vibe linda. As mulheres passam por situações que podem acatar ou pesquisar e combater. Eu não acatei. Acho que feminismo é uma questão de sobrevivência.